Um passo em falso
A fusão em 2003 do Serviço Nacional de Bombeiros e do Serviço Nacional de Protecção num único organismo denominado Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil nunca se afigurou pacífica para as estruturas dos bombeiros voluntários.
Pouco determinados em rever a situação, os sucessivos governos desde então, têm vindo a promover de ano para ano iniciativas experimentais que me parecerem aprofundar cada vez mais a profissionalização das forças operacionais de primeira intervenção e relegar os elementos voluntários para uma retaguarda onde pouco se investirá em termos de formação e preparação para combater os incêndios e intervir na área da saúde.
A recente criação do Grupo de Intervenção e Socorro da GNR, a quem foram concedidos inúmeros meios e formação especializada para bombeiros, foi mais um erro clamoroso do ministério da Administração Interna cujas consequências são imprevisíveis na próxima época de fogos florestais.
O Governo, ao atribuir a estes elementos a função de actuar na primeira intervenção, e aos bombeiros os trabalhos de rescaldo, obviamente que relega os bombeiros para um papel secundário e muito ingrato a quem será fácil atribuir as responsabilidades por todos os insucessos.
Sem se saber quem irá comandar as operações quando as duas forças estiverem no terreno e como se transferirá de uns para outros a coordenação operacional, não será fácil adivinhar um forte descontentamento e atritos com os bombeiros.
Ainda é tempo de minorar os efeitos perversos desta decisão mal pensada. Mas a poucos restarão dúvidas de que foi dado mais um passo desastrado na organização do socorro e defesa das populações.
João Dias Cruz
Pres.Dir.B.V.Murtosa
Pouco determinados em rever a situação, os sucessivos governos desde então, têm vindo a promover de ano para ano iniciativas experimentais que me parecerem aprofundar cada vez mais a profissionalização das forças operacionais de primeira intervenção e relegar os elementos voluntários para uma retaguarda onde pouco se investirá em termos de formação e preparação para combater os incêndios e intervir na área da saúde.
A recente criação do Grupo de Intervenção e Socorro da GNR, a quem foram concedidos inúmeros meios e formação especializada para bombeiros, foi mais um erro clamoroso do ministério da Administração Interna cujas consequências são imprevisíveis na próxima época de fogos florestais.
O Governo, ao atribuir a estes elementos a função de actuar na primeira intervenção, e aos bombeiros os trabalhos de rescaldo, obviamente que relega os bombeiros para um papel secundário e muito ingrato a quem será fácil atribuir as responsabilidades por todos os insucessos.
Sem se saber quem irá comandar as operações quando as duas forças estiverem no terreno e como se transferirá de uns para outros a coordenação operacional, não será fácil adivinhar um forte descontentamento e atritos com os bombeiros.
Ainda é tempo de minorar os efeitos perversos desta decisão mal pensada. Mas a poucos restarão dúvidas de que foi dado mais um passo desastrado na organização do socorro e defesa das populações.
João Dias Cruz
Pres.Dir.B.V.Murtosa


1 Comments:
Concordo.
Enviar um comentário
<< Home